Continua a luta pela <i>TNC</i>
Após terem pernoitado dentro dos 40 camiões, de terça para quarta-feira, junto do Campus da Justiça, em Lisboa, os trabalhadores da TNC reagiram com revolta a um despacho proferido pela juíza encarregue do processo, anteontem. Segundo o coordenador do Sindicato Nacional dos trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal, STRUP/CGTP-IN, Fernando Fidalgo, aquele despacho é «complexo e pouco transparente e não serve os interesses dos trabalhadores», pelo que foi decidido endurecer a luta.
A contrário do pretendido pelos trabalhadores, a magistrada não marcou a assembleia de credores, motivo que provocou a concentração dos camiões, durante toda a noite. À hora do fecho desta edição estava prevista uma conferência de imprensa da juíza.
Os trabalhadores também reclamam uma intervenção do Governo, motivo que os levou, também ontem, a enviar uma delegação ao Ministério da Economia para entregar as suas reivindicações, aprovadas em plenário no dia anterior.
A deslocação ao Campus foi a 5.ª marcha lenta dos camionistas em luta pela viabilização da empresa e os postos de trabalho. Na sede da TNC, em Alverca, continua a vigília dos trabalhadores, 24 horas por dia, enquanto os que se encontram em Lisboa garantem que só regressarão a Alverca depois de obterem uma solução definitiva que viabilize a empresa e garanta os empregos.